- Estas osgas da Catarina sabem cada vez melhor! Não há melhor nas redondezas.
- E os megapódios à moda do cigano? Aqueles que chiam atrás das pedras redondas?
- Bem. Ainda bem que nos aparecem estas criaturas para comermos alguma coisa fresca. Se bem que ultimamente me tenho sentido meio batido.
- É! Se calhar estes bichos que apanhamos no caminho contêm substâncias alucinogénicas. Mas deixa lá - ao menos ajuda a passar o tempo...
- Javier! Tu não dizes nada? E tu Cigano, quando é que saímos deste buraco? Que bela aventura esta onde nos meteste... nem ouro, nem revelações nem coca-cola.
- Não fui eu que vos convidei. Vocês é que quiseram vir. No que me toca, estou a fazer o meu caminho. Quanto a vocês, é estranho estarem aqui. Porque é que aqui estão?
O silêncio tomou de novo as grutas por breves segundos. Se se deveu à estupefacção dos presentes por se ter finalmente ouvido o Cigano a falar ou se por causa do atrevimento da pergunta ninguém o saberá por certo. A verdadeira razão pertence a cada um. O Cigano continuou:
- Meus caros. A razão de aqui estarem deve-se ao facto de nunca terem a coragem para decidirem os vossos destinos. Eu decidi por mim e vocês, normais consumidores de ideias preconcebidas, viram-se perante o pânico de ter de escolher um de dois caminhos a frio. Seguiram pelo caminho mais fácil que é o de assumir como vossa a escolha de alguém. Meus caros, lá fora, a sociedade insiste em aliviar-vos desse fardo que é ter de decidir as vossas vidas. Por isso, fazem-vos crer que o que eles têm para vos dar é o que vocês precisam.
- Eu estou aqui porque quis!
Javier é talvez o único que no fundo o pode admitir, não fosse ele o saltimbanco que calcorreou o mundo em busca do vazio do mundo. Muitas aventuras o confirmam para além daquelas aqui já narradas. Uma delas foi passada em tempos na sua fase mais niilista em Paris. Fica para o próximo capítulo...
- E os megapódios à moda do cigano? Aqueles que chiam atrás das pedras redondas?
- Bem. Ainda bem que nos aparecem estas criaturas para comermos alguma coisa fresca. Se bem que ultimamente me tenho sentido meio batido.
- É! Se calhar estes bichos que apanhamos no caminho contêm substâncias alucinogénicas. Mas deixa lá - ao menos ajuda a passar o tempo...
- Javier! Tu não dizes nada? E tu Cigano, quando é que saímos deste buraco? Que bela aventura esta onde nos meteste... nem ouro, nem revelações nem coca-cola.
- Não fui eu que vos convidei. Vocês é que quiseram vir. No que me toca, estou a fazer o meu caminho. Quanto a vocês, é estranho estarem aqui. Porque é que aqui estão?
O silêncio tomou de novo as grutas por breves segundos. Se se deveu à estupefacção dos presentes por se ter finalmente ouvido o Cigano a falar ou se por causa do atrevimento da pergunta ninguém o saberá por certo. A verdadeira razão pertence a cada um. O Cigano continuou:
- Meus caros. A razão de aqui estarem deve-se ao facto de nunca terem a coragem para decidirem os vossos destinos. Eu decidi por mim e vocês, normais consumidores de ideias preconcebidas, viram-se perante o pânico de ter de escolher um de dois caminhos a frio. Seguiram pelo caminho mais fácil que é o de assumir como vossa a escolha de alguém. Meus caros, lá fora, a sociedade insiste em aliviar-vos desse fardo que é ter de decidir as vossas vidas. Por isso, fazem-vos crer que o que eles têm para vos dar é o que vocês precisam.
- Eu estou aqui porque quis!
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